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17/08/2016 | Pesquisa da Embrapa quer diminuir o tempo do ciclo de produção da Macaúba




Desde 2007 a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), se dedica ao estudo e pesquisa da palmeira Macaúba.

De acordo com o pesquisador do Laboratório de Genética e Biotecnologia da Embrapa Agroenergia de Brasília (DF), Bruno Laviola, a maior parte dos trabalhos com a Macaúba faz parte do Projeto Propalma (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Palmáceas para a produção de óleo e aproveitamento econômico de co-produtos e resíduos), que está sob coordenação da Embrapa Agroenergia. Há ainda um segundo projeto importante, denominando de “Assurance of food and energy supply using multi use agroforestry models in Brazil Northeast region (MACSAF)”, que tem por objetivo avaliar sistemas agroflorestais para o cultivo da Macaúba na região nordeste do Brasil.

Foto: divulgação/Embrapa

Foto: Daniela Garcia Collares/Embrapa

As primeiras ações da pesquisa se concentraram na construção do banco de germoplasma e na caracterização de aspectos como a produção de frutos, teor de óleo nos frutos, altura de plantas, precocidades, entre outras. De acordo com o pesquisador, como a Macaúba é uma planta perene, são necessários vários anos (7 a 10) para concluir esta caracterização inicial do banco de germoplasma.

Por ser uma planta de ciclo longo, um dos objetivos da pesquisa é conseguir um programa de melhoramento genético que permita o lançamento de cultivares comerciais altamente produtivos em um curto espaço de tempo.

– “Nos próximos anos as ações devem se concentrar na seleção das melhores plantas (de acordo com as características de interesse) e no cruzamento destas plantas visando à constituição de um programa de melhoramento genético para o desenvolvimento de cultivares com alta produtividade de óleo, precoces e de porte baixo” – explicou Bruno.

Foto: divulgação/Embrapa

Foto: Vivian Chies/Embrapa

Para Laviola, as pesquisas já avançaram bastante “no que se refere à quantificação da diversidade genética, no conhecimento da fenologia e do sistema reprodutivo, na propagação, nas práticas de manejo, colheita e demais práticas agrícolas”. Ainda assim, as pesquisas continuam para que se possa explorar ao máximo o potencial da Macaúba como uma cultura agrícola.

A domesticação da Macaúba está em estágio avançado de desenvolvimento e as parcerias público-privadas são de extrema importância para a celeridade desse processo. Nesse contexto, a Embrapa Agroenergia e a empresa Acrotech, pioneira na germinação de sementes de Macaúba e referência mundial no desenvolvimento de tecnologias de propagação e cultivo da espécie, vem trabalhando de forma colaborativa.

Laviola explica que “a colaboração entre a Embrapa e Acrotech é fundamental para que a pesquisa esteja sempre alinhada com as reais necessidades do setor produtivo. É fato que a cooperação sinérgica e a soma de esforços entre os setores trarão grandes resultados na domesticação da Macaúba em menor tempo e com maior eficiência”.

Fonte: Mateus Dias – Comunicação Acrotech



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